Da Saúde à Educação: O Colapso dos Serviços Públicos em Ourinhos diante do caos na gestão de Guilherme Gonçalves
A educação municipal de Ourinhos atravessa um dos momentos mais turbulentos da gestão do prefeito Guilherme Gonçalves. Enquanto o chefe do Executivo utiliza as redes sociais para tentar emplacar uma narrativa de normalidade e “problemas resolvidos”, o que se vê no chão das escolas é um cenário de paralisia, falta de infraestrutura básica e um braço de ferro perigoso com os servidores.
O Estopim: Sujeira e Descaso Administrativo
A crise, que eclodiu na última sexta-feira (11), tem raízes em falhas de gestão contratual. Devido a um “impedimento técnico” apontado pela Procuradoria-Geral em relação à empresa de limpeza, diversas unidades ficaram desassistidas. O resultado foi imediato: escolas sem condições mínimas de higiene, forçando a interrupção das atividades.
A tentativa da prefeitura de solucionar o problema com “mutirões de fim de semana” e o remanejamento improvisado de funcionários de outras secretarias não foi suficiente para convencer quem vive o cotidiano escolar.
Promessas de Vídeo vs. Escolas Fechadas
No domingo (10), o prefeito Guilherme Gonçalves foi às redes sociais garantir que a situação estava normalizada. Porém, a manhã desta segunda-feira (11) desmentiu o discurso oficial. Unidades como a NEI Vera Moura, a NEI Professora Dulcineia Martins e as escolas municipais Angelina Perino, José Alves Martins e Evani Maioral Ribeiro Carneiro mantiveram as portas fechadas ou o atendimento suspenso.
Os servidores da educação — professores e auxiliares — alegam que os acordos firmados em ata na Secretaria de Educação foram descumpridos. A promessa era o envio de dois auxiliares de serviços gerais por unidade para dar conta da demanda reprimida, o que, segundo a categoria, não ocorreu de forma satisfatória.
A Estratégia da “Perseguição Política” e a Ameaça Jurídica
Já é recorrente na gestão municipal o uso de vídeos para classificar manifestações legítimas de trabalhadores como “atos indevidos” ou frutos de “perseguição política”. Desta vez, o prefeito subiu o tom, acionando a Secretaria de Assuntos Jurídicos para atuar contra as paralisações, classificando-as como irregulares e afirmando que “pais e alunos não podem ser prejudicados”.
Entretanto, para os profissionais da ponta, o maior prejuízo é tentar manter uma rede de ensino funcionando sem limpeza, com servidores em desvio de função e sob a pressão de uma administração que parece priorizar a imagem digital em detrimento da eficiência operacional.
Saúde e Educação no Olho do Furacão
A deterioração da educação em Ourinhos não é um fato isolado, mas soma-se às constantes críticas que a administração já enfrenta no setor da saúde. O sentimento de parte da população é de que a “narrativa dos vídeos” já não sustenta as falhas básicas de manutenção da cidade. Enquanto o governo municipal foca em justificativas jurídicas e retórica política, as salas de aula permanecem vazias e os problemas estruturais, sem solução definitiva. Resumo das Unidades que registraram paralisação nesta segunda-feira (11).
O repórter Roberto Pena da Massa FM informou na manhã desta segunda-feira (11), que será aberta uma CPI para investigar a situação da Educação de Ourinhos, além da CPI da saúde que já foi instaurada na semana passada.
