Empresário é preso em ferro-velho de Ourinhos com cabos de alta tensão da CPFL
Operação da Polícia Civil teve apoio da Receita Estadual, Inmetro, CPFL e Vivo; material encontrado é utilizado em redes de distribuição de energia de aproximadamente 11 mil volts.
Um empresário foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (29), em Ourinhos (SP), suspeito de receptação qualificada após a Polícia Civil encontrar cabos de alta tensão pertencentes à infraestrutura da concessionária CPFL em um estabelecimento de comércio de sucatas, conhecido como ferro-velho.
A operação foi realizada por policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Ourinhos, com apoio da Receita Federal, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), da CPFL e da operadora de telefonia Vivo.
Durante a fiscalização, as equipes localizaram cabos utilizados na rede de distribuição de energia elétrica. Segundo informações técnicas fornecidas por representantes da concessionária, o material não corresponde à fiação comum de instalações residenciais, mas a cabos especiais empregados em redes de média tensão, que operam com aproximadamente 11 mil volts.
Material pode afetar o fornecimento de energia
Os cabos encontrados fazem parte de uma infraestrutura essencial para a distribuição de energia elétrica a bairros, regiões e municípios. O furto desse tipo de material pode provocar interrupções no abastecimento, afetando residências, hospitais, comércios, indústrias e outros serviços essenciais.
A Polícia Civil destaca que a receptação de fios e cabos de concessionárias contribui para alimentar uma cadeia criminosa, pois a compra de materiais de origem ilícita pode incentivar novos furtos e causar prejuízos que vão além do valor comercial dos equipamentos.
Empresário foi preso em flagrante
Após a localização do material, o responsável pelo estabelecimento foi conduzido à unidade policial, onde teve a prisão em flagrante formalizada por suspeita de receptação qualificada, crime previsto no artigo 180, parágrafo 1º, do Código Penal.
A pena prevista para o crime é de três a oito anos de reclusão, além de multa.
