Menina de 16 anos é agredida pela mulher de seu pai no Jardim Planalto em Santa Cruz do Rio Pardo

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A Polícia Civil de Santa Cruz do Rio Pardo registrou um boletim de ocorrência no início da tarde desta segunda-feira (26), por violência contra menor de idade, envolvendo os crimes de ameaça, lesão corporal, violência doméstica e dano, conforme consta no registro policial.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, uma adolescente de 16 anos, compareceu à delegacia acompanhada de sua representante legal, relatando ter sido agredida pela madrasta, uma mulher de 31 anos. O caso teria ocorrido na tarde de sábado (24) por volta das 18h em uma residência localizada na rua Luiz Gozzo no Jardim Planalto.

Ainda segundo o relato, a adolescente afirmou que o pai é casado com a autora há cerca de três anos e que, desde então, vinha sofrendo ameaças frequentes, sendo proibida de se aproximar do pai.

No dia dos fatos, a vítima estava acompanhada de sua tia, irmã de seu pai. A tia da adolescente foi até o local para falar com seu pai que estava na casa do irmão (pai da adolescente), momento em que a menina aproveitou e cumprimentou seu pai dizendo que estava com saudades.

A madrasta ao ouvir a voz da adolescente, saiu da casa e passou a xingá-la e a puxar seus cabelos de forma violenta e desferiu um soco em seu rosto, atingindo a região do olho. O avô da adolescente que é idoso tentou separar a briga mas não obteve sucesso. No carro estavam a tia que está grávida, sua mãe, uma amiga e uma criança de dois anos.

A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência no local. As agressões cessaram antes da chegada da equipe policial. O boletim também relata que houve dano material a um veículo, provocado durante a confusão, pelo pai da menor que ao invés de separar a briga passou a danificar o veículo em que estava sua filha e sua irmã, ficando um prejuízo estimado em cerca de R$ 2 mil. O relato aponta ainda que a adolescente já vinha sofrendo ameaças anteriores, motivadas por conflitos familiares relacionados à cobrança judicial de pensão alimentícia. Após o ocorrido, novas ameaças teriam sido feitas por telefone.

A adolescente foi encaminhada à UPA para atendimento médico e, posteriormente, orientada a realizar exame de corpo de delito. A representante legal e testemunhas foram ouvidas pela autoridade policial.

Por se tratar de menor de idade, o caso seguirá os trâmites previstos na legislação, com oitiva especializada e análise da autoridade policial responsável. A vítima foi orientada quanto aos prazos legais para eventual representação criminal.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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