IA e nuvem no centro da transformação das cidades inteligentes

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Debate no Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores do Crea-SP detalhou como as tecnologias otimizam segurança, mobilidade e sustentabilidade urbana

A Inteligência Artificial e a nuvem estão transformando centros urbanos em diferentes partes do mundo. Ao integrar dados em tempo real e ampliar a capacidade de processamento, essas tecnologias permitem uma gestão mais preditiva e eficiente de áreas críticas como segurança, energia e mobilidade. Na prática, a digitalização deixa de ser uma agenda futura e passa a responder a pressões concretas, impostas pelo crescimento das cidades e pela complexidade crescente dos serviços públicos.

As reflexões foram apresentadas pelo lider de projetos e arquiteto de soluções em Cloud

Computing da Huawei, Alan Martins, com base em experiências internacionais, no palco dedicado à Inovação, Tecnologia e Gestão Pública durante o Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026. Realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), o evento reuniu especialistas para discutir o papel da Engenharia na modernização administrativa.

Segundo ele, a base dessa transformação reside em um modelo de camadas e plataformas que conecta o mundo real ao digital. Martins explicou que, desde os sensores em carros até câmeras HD nas vias públicas, os dados são captados, transmitidos via conectividade de baixa latência e processados na nuvem. “Nessa camada é onde temos os agentes que lidam com as informações, para que elas sejam “trituradas’ e tratadas e então enviadas à IA que vai analisar e indicar ações e estratégias”, explicou.

Esse ecossistema permite que a gestão pública deixe de ser reativa para se tornar preditiva, antecipando falhas em redes elétricas, gargalos em ruas e estradas ou identificando riscos estruturais em edificios antigos e em áreas degradadas que podem trazer risco à segurança. O resultado é visto em aplicações práticas que facilitam a vida do cidadão.

Na segurança pública, por exemplo, o palestrante destacou casos como o Smart Sampa da capital paulista e a experiência de Shenzhen (China), localidade na qual o uso de reconhecimento facial e análise de videos reduziu os crimes em 53%. “A tecnologia permite entender o comportamento coletivo no espaço urbano para desenvolver políticas e ações assertivas”, completou.

Na mobilidade, o impacto é igualmente drástico: Hangzhou (China) caiu da 5ª para a 57ª posição no ranking de congestionamentos após a implementação de semáforos adaptativos e corredores inteligentes, que priorizam veículos de emergência, otimizam o transporte coletivo e abrem caminhos alternativos em tempo real.

Experiências brasileiras

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