Sudoeste Paulista se consolida como a capital da grama cultivada no Brasil

0
Screenshot

Screenshot

Episódio 6 da campanha “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece” destaca como a Engenharia Agronômica sustenta o polo que abastece 70% do mercado nacional.

Jardins urbanos, rodovias, aeroportos e os principais gramados esportivos do Brasil compartilham uma mesma origem: as terras do Sudoeste Paulista. O sexto episódio da campanha institucional “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece”, promovida pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), percorre a região formada pelos municípios de Itapetininga, Quadra, Tatuí e Angatuba para mostrar os bastidores de um setor que movimenta a economia e é responsável por cerca de 70% da grama produzida no Brasil.

O desenvolvimento desse mercado, conhecido como a “capital da grama”, é resultado de um trabalho baseado em qualidade, sustentabilidade e inovação tecnológica no agronegócio. Embora a grama esmeralda represente aproximadamente 90% da produção nacional devido à sua resistência e apelo estético, sua retirada adequada do solo e a capacidade de suportar longos deslocamentos exigem elevado rigor científico.

A história desse centro produtor se mistura à trajetória do engenheiro agrônomo Ernesto Henriques, que atua há mais de 44 anos na área. Pioneiro na busca por capacitação em eventos técnicos internacionais, em uma época em que o acesso à informação era restrito, ele participou da estruturação de importantes campos esportivos brasileiros, como o Maracanã e o Mineirão.

Henriques relembra que o avanço tecnológico foi determinante para consolidar o polo produtor.

“A grama cultivada no Brasil começou em Itapetininga e dali foi se estendendo para Tatuí, Quadra e Angatuba. São Paulo é o maior mercado consumidor, e essa região, a maior produtora. O pessoal acha que é tudo igual, mas não é. Você não imagina a tecnologia que tem em um pedacinho de grama”, afirma.

A Engenharia Agronômica atua muito antes da colheita. Para garantir densidade e pureza genética, as equipes analisam a aptidão de cada área, o nível de fertilidade, a microbiologia do solo e realizam as correções necessárias.

Quem acompanha de perto esse processo é o engenheiro agrônomo Carlos Michetti, diretor executivo da fazenda apresentada no episódio. Segundo ele, a precisão observada nos campos é resultado de um trabalho multidisciplinar.

De acordo com Michetti, o nivelamento das áreas e os caimentos estruturados dependem diretamente do trabalho da equipe de topografia para viabilizar as redes de drenagem e irrigação. Na fazenda apresentada, o monitoramento hídrico é realizado por meio de pivôs centrais e mecanismos de propulsão própria.

“Antes de fazer a implantação e chegar nesse gramado que vemos verdinho, denso e bonito, existe muita técnica. Fizemos toda a parte de nivelamento, sistematização da área, preparo do solo, nutrientes e corretivos necessários, além de definir o tipo de grama que vai multiplicar dentro da fazenda. É uma cultura perene”, explica Carlos.

A dedicação profissional se estende desde o planejamento orçamentário e a regularização dos projetos até a escolha de materiais genéticos desenvolvidos por pesquisas acadêmicas. A infraestrutura tecnológica instalada no interior paulista demonstra como a presença de especialistas exerce papel fundamental na rentabilidade do campo e no desenvolvimento dos municípios.

O episódio integra a campanha do Crea-SP, que busca mostrar à população como a atuação de profissionais da Engenharia, Agronomia e Geociências está presente em diferentes setores da economia, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a inovação no Estado de São Paulo.

Compartilhe nas mídias sociais!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *