Diego Singolani e ex-presidentes da CODESAN são alvos de investigação do Ministério Público no caso das “ horas máquinas” da CODESAN

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O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para apurar supostas irregularidades em contratos da Codesan durante a administração do ex-prefeito Diego Singolani. A investigação, conhecida como o escândalo das “horas-máquinas”, indica que a autarquia teria realizado pagamentos milionários sem comprovação adequada da execução dos serviços, realizada em apenas seis meses no ano de 2024. Para chegar nos números de horas pagas em aluguéis de máquinas terceirizadas, teriam que trabalhar 375 dias por 24 horas.

Os contratos de locação de máquinas e equipamentos somam mais de R$ 2,3 milhões, mas não há registros confiáveis de ordens de serviço, medições ou relatórios técnicos.

• Pregões realizados em 2023 apresentaram falhas graves, como ausência de planejamento e desconsideração do inventário de máquinas próprias da autarquia.

• A empresa Diamante Service Ltda., vencedora de parte significativa dos contratos, é acusada de subcontratar integralmente os serviços sem autorização da Administração Pública.

• A CPI nº 02/2025 da Câmara Municipal reuniu vasta documentação, incluindo notas fiscais, contratos e depoimentos de servidores e dirigentes.

A ação do Ministério Público aponta para os ex-presidentes da autarquia Codesan, João Carlos Zarantonelli, presidente da Codesan no período de abril de 2023 a abril de 2024, Luiz Gustavo Sanson, presidente da autarquia de abril a dezembro de 2024, Bruno Cassiano Souza Cruz, ex-diretor de Operações, a empresa Diamante Service Ltda, além do ex-prefeito Diego Singolani.

O MP notificou os investigados para apresentarem informações em até 20 dias e requisitou documentos adicionais à Câmara, à Prefeitura e ao Tribunal de Contas do Estado. O procedimento tem caráter investigatório e poderá resultar em ação civil pública, arquivamento ou outras medidas.

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