Tavares e Marquinhos denunciam mais gastos com alimentação de Juninho e assessores

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Parlamentares afirmam ter identificado despesas com refeições e cobram esclarecimentos sobre o uso de recursos públicos

SANTA CRUZ DO RIO PARDO (SP) — Os vereadores Cristiano Tavares e Marquinho de Caporanga apresentaram questionamentos sobre novos gastos com alimentação realizados pela Câmara Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo.

Segundo os parlamentares, os documentos analisados apontariam despesas com refeições em restaurantes e estabelecimentos da região. Entre as denuncias, consta o Posto Paloma e o restaurante Filé da Tilápia nas imediações da câmara municipal, o que não justificaria o gasto na alimentação para a câmara pagar.

De acordo com os vereadores, algumas das despesas teriam relação com o presidente da Câmara, Juninho Souza, seu assessor, Tiago Roberval, e o diretor-geral do Legislativo, Luiz Carlos Novaes, conhecido como Psiu.

Questionamentos sobre as despesas

Cristiano Tavares e Marquinho de Caporanga questionam a finalidade pública das despesas e afirmam que, nos documentos analisados por eles, não estaria demonstrado de forma suficiente o interesse público ou eventual benefício direto das refeições para o município.

Os parlamentares também levantaram questionamentos sobre a obtenção das notas fiscais e demais documentos relacionados aos gastos.

Segundo Tavares e Marquinho, houve dificuldades para obter a documentação completa por meio de requerimentos encaminhados oficialmente à Câmara.

Os vereadores afirmam que teriam encontrado entraves para acessar determinados comprovantes de consumo e defendem que as informações relativas ao uso de recursos públicos sejam disponibilizadas de forma transparente.

A reportagem entrou em contato com o diretor geral da câmara municipal de Santa Cruz do Rio Pardo que informou:

“O que eu tenho a falar sobre isto é muito pouco: o fato é que, tantos em viagem em relação a alimentação, quanto em qualquer outro gasto da Câmara Municipal, quem determina é o presidente.

Especificamente neste caso da alimentação, o Juninho determina o local e a gente acompanha.

Tanto é verdade que, em um congresso que houve em Ourinhos onde fomos apenas eu e o Tiago, a conta ficou 100 reais pros dois. Em outra viagem, que fomos eu e o Emerson pra Tupã, a alimentação pra nós também ficou em 100 reais pros dois.

Mas o Juninho é o presidente, é ele quem determina.

Quando vamos em eventos, inclusive onde a alimentação é gratuita para os convidados, o Juninho sempre faz questão de me servir antes de todos, reconhecendo a minha dificuldade de locomoção.

E nas viagens não e diferente, ele fala que quando estamos trabalhando, temos que comer bem, afinal, sempre estamos a serviço do Município.”

Questionado sobre um almoço no Posto Paloma e Filé da Tilápia, “Psiu”, informou:

Normalmente os adiantamentos saem em nome do Emerson, que normalmente é quem acompanha nas viagens, visto que ele é o motorista da Câmara.

O Ivan fez um adiantamento em meu nome, pra eu fazer pequenas despesas, que eu tenho usado bastante pra não deixar a casa parar.

Foi feito também um adiantamento em nome do Tiago.

Eu Não estive em momento algum com o Juninho nem no paloma e nem no rancho do Peixe. Portanto este questionamento deve ser feito diretamente ao Juninho ou então ao Tiago.”

Veja abaixo as notas das despesas

Confira os gastos mencionados:

  • 7 de fevereiro de 2026 — R$ 289,50, durante viagem com destino a Areiópolis, com registro de almoço em uma churrascaria em Bauru;
  • 13 de março de 2026, às 13h35 — R$ 269,00, em despesa registrada na cidade de Garça;
  • 17 de abril de 2026, às 15h — R$ 220,00, no Posto Paloma;
  • 8 de julho de 2026, às 17h37 — R$ 322,80, no Arena Sport, em Ourinhos.

Somadas, as quatro despesas chegam a R$ 1.101,30.

Projeto propõe restrição a gastos com alimentação

Diante dos questionamentos, o vereador Marquinho de Caporanga apresentou um projeto de lei que pretende proibir ou estabelecer limites para o custeio, com recursos públicos, de despesas dessa natureza envolvendo vereadores e assessores.

A proposta busca estabelecer regras mais restritivas para esse tipo de gasto e, segundo o parlamentar, evitar despesas que possam não estar diretamente relacionadas ao interesse público.

O projeto não foi votado na sessão ordinária desta segunda-feira (28). A expectativa apresentada pelos parlamentares é de que a matéria seja incluída na pauta da próxima sessão da Câmara Municipal.

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