O “Semideus” da Câmara: Entre o Altar, o Abandono e o Cabide de Empregos
Editorial: Crônica
O espetáculo do Vereador Juninho Souza ganha novos atos de puro cinismo. O homem que se apresenta como o “melhor da história” — com uma modéstia que caberia num grão de areia — agora subiu um degrau na sua própria fantasia: não é mais apenas o Presidente da Câmara, é o justiceiro impecável, o santo das redes sociais, um verdadeiro semideus na terra.
Mas, como todo falso profeta, o passado de ex-pastor o condena. É curioso como alguém que prega a moralidade e a família tenha sido denunciado pela própria ex-mulher como um pai ausente. Pelo visto, o zelo que ele diz ter pelo povo falta dentro da própria casa. A humildade passou longe, deu tchauzinho e nunca mais voltou.
A lógica do “Fiscal do Povo” é de uma hipocrisia cristalina:
• Para os inimigos: O chicote estala! Ele persegue, levanta calúnias, difama e se veste de paladino da justiça.
• Para os amigos: O tapete vermelho! Se o aliado está enrolado, ele diz que é “apenas boato” e, para coroar a amizade, ainda convida o sujeito para assumir cargo no Setor de Compras. É a meritocracia da camaradagem!
E o que dizer do seu amor pelos “menos favorecidos”? Ficou bem claro quando ele debochou da diarista, mostrando que o asco que ele sente pelo trabalhador humilde só é menor que o seu ego inflado.
Mas a melhor parte vem agora: quando as máscaras caem e as verdades são escancaradas, o “valente” vira vítima. O semideus se faz de coitadinho e grita aos quatro ventos que está sendo “perseguido”. É o clássico roteiro do oportunista: ataca todo mundo, mas não aguenta um espelho na frente.
Como diria o mestre Zé Simão: “É mole ou quer mais? O Brasil não é para principiantes, e essa Câmara virou um puxadinho da cara de pau!”
